quarta-feira, 13 de junho de 2007

Uma curiosidade, uma indiscrição...

a morte (não tenham medo que está com "letra pequena")

Não sei nada! Não sabemos nada! ... costuma dizer
o meu tio Fernando com movimentos de maestro
e remata abrindo mais os olhos, com uma inflexão mais doce - "ninguém sabe nada."
E os "senhores" ou "vocês" o que pensam ?
ou não pensam nada?

10 comentários:

António P. disse...

Bom dia bikini,
Sei ( saberei ? ) que com a morte termina tudo para aquele quue morreu.
Felizmente alguns que morrem deixaram uma marca enquanto andaram por cá. Por esses "prefiro" falar da vida...era o que eles fariam. Em especial o Roberto.
Beijos

Nicole disse...

Se na vida há uma certeza, é a de que um dia todos vamos morrer.
Da morte nada sei, mas da vida o pouco que aprendi diz-me que a devemos aproveitar ao máximo, sem medos nem hesitações. Porque um dia pode ser tarde demais.

Na minha concepção, a morte resume-se a uma passagem, a um periodo intermédio entre esta vida e a próxima. Deve ser um momento de reencontros e acertos e provavelmente de rifas, para determinar o que seremos numa encarnação futura.

No que me toca, eu vou tentar portar-me bem, não vá na próxima vida nascer formiga ou qualquer outro insector susceptível de ser pisado após dois minutos de vida...
Há que aproveitar mais, não?!

Lembrem-se, cada dia a mais é um dia a menos... :)

Joaninha disse...

a morte é como se fosse a chave para as algemas. temos todos a memoria curta, mas o facto de ca estarmos nao depende de nós. é o fim de um ciclo que o faz tornar-se valioso. tudo aquilo que é limitado no tempo é especial e deveria ser apreciado...

muitas vezes pensei que não tinha sido eu a decidir ca vir e que a qualquer momento me podia ir embora, não por realmente pensá-lo, mas para me sentir mais livre.

a morte liberta.
as memorias ficam.

bikini disse...

talvez a morte seja para os que ficam...???? e se assim for ela é exactamento o contrário do que está a acontecer aqui, ou seja trocarmos pensamentos únicos, porque todos somos únicos e podermos vislumbrar um bocadinho do outro. Porque isto de passarmos a vida só com os nossos pensamentos atrás é uma grande seca!
Que bom partilhar outras perspectivas,são as trocas que nos enriquecem.
Já agora, acho que a morte deve ser um descanso, não me perguntem porquê!
Beijos a todos

Al Kantara disse...

... tenho que dizer adeus,
dar as costas , caminhar
decidido pela estrada que ao findar
vai dar em nada, nada, nada, nada,
nada, nada, nada, nada, nada, nada
do que eu pensava encontrar.

Gilberto Gil in "Se eu quiser falar com Deus"

Ana disse...

Sempre tenho achado, desde que o meu pensamento me persegue, que a morte é o fim de tudo.

Na adolescência, pensava que nunca haveria de ter filhos, por achar que a única certeza que lhes daria, seria a morte, uma grande injustiça.

Agora, já mais maduro, aceito melhor a existência da morte, mas continuo a achar que é o fim. E se existe Deus, por vezes é injusto!

omlounge disse...

Da morte... a morte, curioso é que se se juntar um pouco mais 'amorte' fica-se com uma percepção diferente. O português sempre teve esta particularidade de ser tão maleável..

Da morte, sei que é uma lei incontornável que torna a vida que se tem num acto único, em parte valida a nossa vida enquanto pessoa, enquanto seres tangíveis que tocamos e nos deixamos tocar como amigos, familia, amantes, conhecidos.

Já a vi de perto, já a senti por perto, e experienciei o peso com que nos deixa ao passar, mas quando se levanta é como se vissemos a vida com outros olhos.. tem a particularidade de se fazer notar.

Não a encaro com medo, nem como um ponto final, na minha experiência e é apenas sobre a qual posso opinar, há um outro lado..
Mas à morte, apenas a sinto como uma triste forma de nos deixar com um enorme vazio físico sobre aqueles que nos são queridos.

Aí a morte dói, é por isso que lhe chamamos de feia e melancólica.

Felizes dos que ficam, pois também conseguimos ser muito mais do que meramente físicos.

bikini,, tens toda a razão quando dizes que passar a vida com os nossos pensamentos apenas, é uma grande seca. ;)

sacchetti disse...

a morte, essa, leva quem quer quando quer e à hora que se destina.

pedro disse...

como diz o indio - voltar a casa, soa-me bem. Para mim, viemos daqui e pra´qui voltamos - sempre o mesmo actor, a viver zilhoes de personagens ao mesmo tempo, cada um uma existência absolutamente única e irrepetível - como uma espiral de fumo.

"So live your life that the fear of death can never enter your
heart.
Trouble no one about their religion; respect others in their
view, and demand that they respect yours. love your life,
perfect your life, beautify all things in your life. Seek to make
your life long and its purpose in the service of your people.
Prepare a noble death song for the day death song for the day when you go over the great divide. Always
give a word or a sign of salute when meeting or passing a
friend, even a stranger, when in a lonely place. Show respect
to all people and grovel to none. When you arise in the
morning give thanks for the food and for the joy of living. If
you see no reason for giving thanks, the fault lies only in
yourself. Abuse no one and nothing, for abuse turns the wise ones
to fools and robs the spirit of its vision. When it comes your
time to die, be not like those whose hearts are filled with the
fear of death, so that when their time comes they weep and pray
for a little more time to live their lives over again in a different
way. Sing your death song and die like a hero going home. ." Chief Tecumseh, shawnee nation 1768-1813
( tã cum´ ísso é?)

pedro disse...

como diz o indio - voltar a casa, soa-me bem. Para mim, viemos daqui e pra´qui voltamos - sempre o mesmo actor, a viver zilhoes de personagens ao mesmo tempo, cada um uma existência absolutamente única e irrepetível - como uma espiral de fumo.

"So live your life that the fear of death can never enter your
heart.
Trouble no one about their religion; respect others in their
view, and demand that they respect yours. love your life,
perfect your life, beautify all things in your life. Seek to make
your life long and its purpose in the service of your people.
Prepare a noble death song for the day death song for the day when you go over the great divide. Always
give a word or a sign of salute when meeting or passing a
friend, even a stranger, when in a lonely place. Show respect
to all people and grovel to none. When you arise in the
morning give thanks for the food and for the joy of living. If
you see no reason for giving thanks, the fault lies only in
yourself. Abuse no one and nothing, for abuse turns the wise ones
to fools and robs the spirit of its vision. When it comes your
time to die, be not like those whose hearts are filled with the
fear of death, so that when their time comes they weep and pray
for a little more time to live their lives over again in a different
way. Sing your death song and die like a hero going home. ." Chief Tecumseh, shawnee nation 1768-1813
( tã cum´ ísso é?)