terça-feira, 31 de julho de 2007

Férias?!?
























«Não é praia, não é campo... é o Ikea em Matosinhos» assim começa, na Antena 1, a notícia sobre a abertura do novo Ikea em Portugal «o maior da Península Ibérica», que cá em portugal é tudo em grande já se sabe!


Às primeiras não-sei-quantas-pessoas oferecem 1 cheque (para gastar no Ikea) de 100 euros! Logo, o que faz o português?! Planta-se à porta do Ikea desde as 2 da manhã de Domingo «eu não conseguia dormir então vim para aqui falar com os seguranças e assim» (diz o primeiro cliente Ikea Matosinhos) e «então o que é que trouxe para trocar pelo cheque?!» (pergunta o jornalista) «trouxe este candeeiro centenário da avó da minha namorada!» (responde o inaugurante), o jornalista prossegue «então e esta senhora?! O que é que temos aqui?!» «Ah! é uma pistola antiga que estava lá em casa!» (responde displicente a senhora) e pergunta ainda a outro «Então e este jovem?!» «Isto é só uma cadeira que estava lá em casa dos meus pais!» (responde o jovem) «Mas parece antiga» (insiste o jornalista) «pois isto é capaz de ter a idade dos meus pais (diz entre risos)».



E eu, sentadinha à mesa enquanto tomo o pequeno-almoço, só consigo pensar que preferia ficar com o candeeiro, com a pistola antiga e com a cadeira que eles vão trocar pelo cheque de 100 euros do Ikea!






4 comentários:

expressodalinha disse...

A pistola não funciona. O candeeiro é a petróleo. A cadeira só tem três pernas! Que diabo, com 100 euros no IKEA dá para comprar uma mobília completa de quarto, para mais tarde montar, e ainda sobra para um magnífico tapoban de salmão ou os tradicionais berlindes em almondega sueca, disponíveis na cafetaria central. Isto, para além do sempre agradável banho de multidão.

caxemira disse...

Não sei se ria se chore...
Para trocar aquelas coisas por 100 euros, só mesmo quem fica lá plantado horas a fio para ser o primeiro a entrar!
Mas que raio de gente a deste país, será que isto não muda?

goa disse...

Ai meu deus... se não fosse tão triste até dava vontade de ... chorar. E depois admiramo-nos com o gosto dominante...

Amora Branca disse...

Não tenho nada contra o Ikea mas faz-me impressão estas pessoas que gastam assim o seu tempo e que, por uns míseros 100 euros, trocam objectos valiosos em termos de estória (e se calhar não só)em vez de os misturarem com aquilo que podem comprar no Ikea com o seu próprio dinheiro. Porque ser o primeiro a entrar no Ikea não é uma questão económica é uma questão de importância pessoal, de gabarito. Pergunto (como a Caxemira) que raio de gente é esta?!