domingo, 25 de fevereiro de 2007

emanuel vieira afonso - eva

Anseio por nada dizer, e, creio, que nada direi.

Sonhos inéditos


desenho de eva

O que é belo é o que toca.
Quanto mais fundo mais belo.

Eu sou a minha casa.
Em cada antena o seu estímulo.
Em cada emissor a árvore genealógica.
O código, apesar de tudo, é sempre incompleto.


O CÓDIGO, APESAR DE TUDO, É SEMPRE INCOMPLETO.

Emanuel...


Tao, Zen, Tantra...

… Muito brevemente esquecer-te-ás de que alguma coisa, algum dia, serviu para agrilhoar. É esse o amor que vos tenho. Deixar-me prender… que não posso ser preso. Ser levado como por quem puxa um papagaio de papel.
Fui eu que me crucifiquei pelas tuas mãos, não percebeste o jogo? Como poderia eu perdoar-te a minha vida?

Antares


pintura de eva

É preciso estar desperto para acreditar no impossível.
É preciso estar atento para conceber o impossível.
É preciso estar lúcido para protagonizar o impossível.

...Outrora límpida e iluminada. Como eu,outrora.


Ama-me – dizia-lhe.
Ama-me, porque não suporto toda a poesia que me incha a alma
E já a vomito se me não dou nela
A quem me ama…

Segura esta luz


pintura de eva

Segura esta luz com as mãos de quem ama, de quem me ama… Ampara-me na tua grandeza.

Eu e a chuva embrulhados em dia de sol

Inclui-me na tua poesia, na tua alma, na tua disponibilidade, na tua paz...
e para sempre venerarei os teus gestos iluminados, reflexo de quem suporta tamanhas cargas poéticas.


pintura de eva

Águas livres – O mistério da fonte que nasce para ser bebida
Ou para correr, por aí…

Sentir,apenas.


O sopro do vento como instrumento


desenho de eva

O Mestre disse: Viver é música

Ver,apenas.


o elevador da casa amarela
pintura de eva

E se pudéssemos pintar na vida como nas telas? Mexer nas forças da natureza como nos pincéis e nas tintas? Tirar a uma pessoa o excesso de mate e dar-lhe brilho? Vivificá-la? Alimentá-la do fogo da vida, combustão rápida? Lenta? Imediata?

Acordaste?


desenho de eva

Excerto de comentário a artigo do Diário Económico
em 15-2-2007 com o título "Bruxelas pede ajuda…"

Se, até aqui, as previsões apontavam para o enraizamento da preponderância do factor economia como lógica de desenvolvimento civilizacional, a inflexão ambiental incontornável, a que agora estamos globalmente sujeitos, vem baralhar as regras do jogo. O desafio é global e muito mais vasto do que o "efeito de estufa" que é, só por si, avassalador. As respostas tenderão a continuar lentas ou demasiado lentas apesar das evidências terem acelerado a sua urgência. A oposição à mudança esgrimirá argumentos a partir dos pontos-chave do "status quo" em que se encontra.
A resposta não poderá ser apenas económica, tecnológica, industrial ou, sequer, científica. Se há que alterar as fontes de energia globais, técnicas de produção, modos de locomoção, etc. também há que alterar mentalidades, hábitos, valores, prioridades, legitimidades, forças, energias.
A Natureza impõe-se como, ouso dizê-lo, "A religião", seja do ponto de vista individual seja do ponto de vista global. As implicações da lenta mas progressiva tomada de consciência desta evidência não cabem neste comentário…


Talk with the Nature!


The Prince that talks with the Nature. God save the Prince.

Os Restauradores do Jardim do EDEN


foto de eva

Ou o prenúncio do 5º Império, de frente para a Liberdade.

O ESTADO DA ARTE


Viva a Arte!
E daí, Senhor Ministro da Defesa?

Viver é Música


desenho de eva

E se pudéssemos pintar na vida como nas telas? Mexer nas forças da natureza como nos pincéis e nas tintas? Tirar a uma pessoa o excesso de mate e dar-lhe brilho? Vivificá-la? Alimentá-la do fogo da vida, combustão rápida? Lenta? Imediata? Esculpir directamente sobre a alma, matéria-prima da arte de ser?
E se pudéssemos deitar mãos à obra que é refazer a sinfonia de uma vida? Refazer as sinfonias de toda a vida? Dançar à volta da obra a criar dançando a dança que a obra é? Três em Um?
Limpar a vida como quem faz um restauro? Repor a cor original? Ir às origens? Ao indizível? Ao impossível?

Milénio rápido!

foto de eva

Retrato temporal (serve o tempo só para medir infelicidades).

É preciso estar desperto para acreditar no impossível.
É preciso estar atento para conceber o impossível.
É preciso estar lúcido para protagonizar o impossível.




Currículo de Emanuel Vieira Afonso em:
http://www.mapacultural.com/bf_act_destaques.html

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Exposição de Fotografia de Fernando Carvalho




No Centro Cultural de Cascais - até 18.03.2007

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Babel




Aconselho vivamente o último filme de Alejandro González Iñárritu que para além de se debruçar sobre uma temática extremamente interessante (e infelizmente cada vez mais frequente), possui uma fotografia incrível, interpretações de cortar a respiração e...ah! não sejam preguiçosos e vão até ao cinema apreciar mais esta pérola!

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

De ficar com os olhos em bico


Chirgilchin, mestres absolutos da sofisticada arte do Throat Singing, apresentam-se de novo em Portugal. Após um concerto avassalador, no Verão passado em Montemor-o-Velho, como convidados da conceituada artista multimédia norte-americana Laurie Anderson, o ensemble de Tuva realiza uma série de espectáculos no nosso país.Arte ancestral, mágica e repleta de enigmas e mistérios, o throat singing de Tuva representa uma das mais fascinantes formas musicais em vias de extinção. Baseando a sua arte numa sofisticada técnica em que são explorados os harmónicos vocais, manipulando volume e timbre com a posição da boca e da língua, os representantes desta arte causaram grande impacto no Ocidente pela espectacularidade das suas actuações (de http://cultura.sapo.pt/)
http://www.purenaturemusic.com/chirgilchin.htm

enviado por Pedro Serpa

O canto de Amélia, por António Ramos Rosa

Ela canta. Ela canta. É uma voz da terra, é uma voz das veias
Seria talvez um músculo sombrio, um ombro preso a um muro
Agora canta lentamente e é um monte sublevando-se
Uma coluna ondula e o seu volume cresce com o hálito da terra
É uma voz que que canta com as secretas fontes do corpo
Com as pálpebras, com as pupilas, com os braços côncavos
E é como se reunisse em voluptuosas braçadas
as grandes flores do vento, as lentas anémonas do mar
Essa voz tem a nudez sombria de um afectuoso felino
e nasceu talvez da respiração quando dilatou o ventre
para libertar os tumultuosos arcos
que ela modela ao ritmo das sombras
e da lâmpadas vegetais entre os seus flancos azuis

Novo disco de Amélia Muge

"Palavras para quê? É uma artista portuguesa"...e ainda não fugiu para o estrangeiro! (acrescento eu).
Para quem quiser parar e ouvir com atenção.

Amélia Muge - Não Sou Daqui

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

CASA das QUEIJADAS. Sim, isto é cultura.

Os sabores, a conversa com o Rui e com o Carlos.
Ouvir e ser ouvido, a troca!..e o prazer de sentir
paladares já esquecidos!´
Em Oeiras, Rua 7 de Junho,
em plena vila.

www.queijadas.com



DESTAQUES


Na semana de 18 a 24 de Fevereiro o M de Mapa fará destaques, dará sugestões, opiniões, falará de interesses e muito mais. Abrimos novamente as nossas fronteiras e convidamo-vos a entrar!

sábado, 17 de fevereiro de 2007

Não tenho tempo


Não tenho tempo
Não tenho vontade
Não tenho paixão
Não sei viver, nem me alegra mergulhar no vento do sul
Não sei esquecer-me de mim, inundado pela beleza do mundo,
E pelo seu horror
Não tenho compaixão, não sei dar, não sei respirar
Nem rir com os risos dos outros
Não tenho tempo, não tenho tempo - não posso, nem tento
Não invento, não deixo passar por mim as cores das flores
Nem reparo nos pequenos milagres de todos os dias
Não tenho tempo, não tenho espaço
Não ouço o silêncio, nem a paz que está sempre aqui
Não sei viver – não sei amar a vida
apreciar tudo, a dôr ,o prazer, agora, como quem não tem amanhã, nem ontem
Não sei amar a vida e tudo o que é vivo – com o coração em chamas,
e nada a perder

enviado por Pedro Serpa



Não tenho tempo, estou atrasado, para uma coisa importante
Mais importante do que o que sou cá dentro
enviado por Pedro Serpa

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Não tenho tempo!


fiqueisemele

Não tenho tempo!


definitivamente,não tenho tempo.

Não tenho tempo...


e o que é isso do tempo?

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Não tenho tempo


Não tenho tempo!

Não tenho tempo!Se tenho tempo!...
Ele é o meu barómetro,o meu perímetro,o termómetro de todas as minhas febres, o regulador de todas as minhas pulsações, o meu equinócio, o meu solstício,a balança do peso dos meus passos, o palco mais antigo de todas as comédias, de todas as tragédias, o sonho por chegar...
Só não tenho tempo do tempo que não sei !
E.G.C.

sábado, 10 de fevereiro de 2007

O Tempo da Vida

O tempo começa a andar quando nos apercebemos de que já não é,
nem a segunda nem a terceira vez que sentimos que a nossa vida
vai efectivamente acabar ali, um bocadinho mais à frente.
Se pensarmos muito nisso, ele acelera o passo.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Não tenho tempo...


Fotografia de Cindy Sherman


Nada tão silencioso como o tempo
no interior do corpo.
Porque ele passa
com um rumor nas pedras que nos cobrem,
e pelo sonoro desalinho de algumas árvores
que são os nossos cabelos imaginários.
(...)
Mas não sentimos dentro do coração que somos
filhos dilectos do tempo e que, se hoje amamos
foi depois de termos amado ontem.
O tempo é silencioso e enigmático,
imerso no denso calor do ventre.
Guardado no silêncio mais espesso,
o tempo faz e desfaz a vida.

(excerto de poema de Fiama Hasse Pais Brandão)

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Não tenho tempo!

Não tenho tempo para discussões estéreis.
Não tenho tempo para elocubrações inúteis.
Não tenho tempo para ser pessimista.
Não tenho tempo para ficar triste com a chuva.
Não tenho tempo para adiar a vida.
Não tenho tempo para perder.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Não tenho tempo...


Não tenho tempo!

Não tenho tempo...

Tema de 4 a 17 de Fevereiro. Enviem os vossos Post's!