sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Quintas-Feiras Culturais - 2 Outubro 2008

Aldeia, Rua do Século XXI

"criar uma conversa sobre a cidade, sobre as nossas ruas,
sobre o sítio onde vivemos"Eduardo Viana

"sempre olhei para a cidade como um grande potencial de arranjar novas oportunidades, num modelo que se pudesse aplicar a qualquer tipo de ambiente urbano" João Manso


"que impacto o carro traz à nossa vida?(...)

Tentar olhar para o carro, mais como um serviço e não como um produto"João Manso


"Nós acreditamos num modelo em que reduzimos o numero de carros: 20 pessoas/ 18 carros para 20 pessoas/ um carro ou dois. Logo aí todo o fluxo é reduzido drásticamente."João R. Fonseca


"Libertar suficientemente a rua para desinibir o peão. Andar a pé e andar de bicicleta seriam, sem dúvida, os meios mais promovidos"Eduardo Viana

"numa cidade, quais seriam as prioridades de cada um ? Por exemplo, a mim, interessava-me que a musica fizesse parte da rua. Como gostariam que fosse a vossa rua? Quais seriam as vossas prioridades?" João R. Fonseca


"Vivemos todos juntos mas cada um tem as suas ideias que não são partilhadas(...)
Só quando forem as próprias pessoas a querer é que as coisas vão acontecer" João R. Fonseca

"Arranjar uma plataforma de consenso de forma a permitir a participação em massa(...)
O feedback é essencial"João R. Fonseca

10 comentários:

caxemira disse...

POR FAVOR: música na rua, NÃO!
...e os pássaros? e o vento? e o cão a ladrar? e as vozes das pessoas? e o comboio? Musica na rua só no ouvido de cada um!!!

bikini disse...

também preferia os sons naturais é preciso é que haja pássaros e cães e pessoas,o vento já é mais fácil.
música de vez em quando e ao vivo em noites de lua cheia.
Foram muito inovadoras as soluções propostas pelos intervenientes no debate e eles gostavam mesmo de saber a resposta a esta pergunta.
Aceitam-se mais sugestões!

Al Kantara disse...

Eu sou pela instalação de cabinas transparentes absolutamente insonorizadas e com moedeiro. O pessoal mete a moeda de 50 cêntimos, entra na cabina, senta-se e pode apreciar durante 3 minutos o bulício da rua no mais absoluto silêncio. Depois desta experiência quase religiosa, abre a porta, sai da cabina e vai à sua vida. Com a cabeça mais leve...

Jindungo disse...

Verde, verde, muito verde... árvores de fruto, hortas sociais, parques, feiras, festas de bairro, espaços para crianças, locais de reunião...

Juan disse...

a música será sempre no contexto de espontaneidade e iniciativa.

preferencialemente sempre em noites de lua cheia.

do outro lado da rua há cabinas transparentes onde quem quer ver mas não ouvir se senta a absorver parte do todo.

muitas zonas antes ocupadas por carros, estacionados ou de passagem dão lugar a espaços verdes de diferentes configurações, hortas sociais, árvores de fruto e sem ser de fruto e

tudo o que se possa ser imaginado e exequível.

é questão de combinar.

el Rodillo disse...

Foi um evento agradável, com um bom ritmo de ideias e com bastantes e oportunas intervenções por parte dos ouvintes.

No entanto, houve quem apelidasse o projecto como irreal, ou, melhor dizendo, como utopia. Mas os quatro jovens, sem vacilarem, continuavam, incólumes, na apresentação das suas ideias vanguardistas, rumo ao futuro, futuro esse, que só aos audazes pertence. E este futuro até poderá acontecer no amanhã, já que, se pensarmos bem, o tempo nem sequer existe e, como tal, é bem mais fácil abraçar, sem medos, o desafio para a conquista de novos espaços.

E eu até acredito nesse amanhã - espaço de sempre e que a todos pertence.
E acredito também na criatividade arrivista dos jovens de hoje. Na realidade, é deveras agradável e muito gratificante quando alguém passa para além do horizonte do conhecimento. Jamais se poderá apelidar de rebeldia, todos aqueles que nos banqueteiam com projectos arrojados, sem se perderem nos conceitos maniatados, nem tampouco nos preconceitos que proliferam, desordenadamente.

E isto, só para dizer que ideias e projectos como este, para mim, serão sempre bem-vindos.
Há muito que eu penso que a vida deve ser vivida com muita loucura e paixão. Mas atenção! Loucos, mas sãos;apaixonados, mas lúcidos. E neles, este momento está acontecer, qual grito do alto da montanha que, no momento de ecoar, nos acorda para a mudança.

E mais!
Ai daqueles que limitam o seu saber aos livros em que aprenderam. Sim, ai daqueles que nada fazem para o avanço do conhecimento e se finam a conceitos consagrados e tidos como doutos e inquestionáveis.

É por tudo isto que eu fiquei surpreendido e assaz satisfeito pela criatividade demonstrada por estes quatro jovens licenciados - três arquitectos e um engenheiro mecânico.
Pela minha parte, aqui ficam os meus sinceros parabéns e só faço votos para que mais e mais jovens de Oeiras catapultem, para bem de todos nós, o seu conhecimento selvagem e irreverente e que alguns teimam em apelidar de utopia.

E já agora, aproveito a oportunidade para afirmar que a Rua do Século XXI talvez nem precise de pássaros para se ouvir música. Se eles coexistirem, melhor. Aliás, penso que, nessa Rua, vale mais que haja rostos que saibam dizer bom dia, que sorriam, que gritem, que chorem, que as crianças brinquem, que os velhos ouçam os seus passos seguros e que... se houver pássaros, melhor!

Por último, quero deixar aqui um pequeno reparo, quanto às frases ditas pelos donos do projecto e transcritas no vosso Blogue. Parece-me que algumas dessas frases a quem foram atribuídas, foram usurpadas a quem, na verdade, as proferiu.
Só para que conste ... ou tão só: "Quod Caesaris, Caesari".

Oeiras, 07 de Outubro de 2008
El Rodillo

CHIQUITA BANANA disse...

pois eu estou muito orgulhosa dos nossos meninos!

CHIQUITA BANANA disse...

...com ou sem música na rua!

Al Kantara disse...

Caro el rodillo, a pessoa que fez a transcrição das frases fê-lo a partir do documento gravado e com todo o cuidado e critério. No entanto, admite-se que possa ter havido algum erro que será corrigido logo que haja tempo. (o filme tem duas horas e meia...)

Candimba disse...

El Rodillo:

Concordo em grande parte no que diz, fico muito contente de saber que se deixou envolver e entusiasmar, assim como eu, pelo conceito apresentado pelos convidados.

Tenho pena que o ultimo parágrafo contradiga a base da sua ideia de aldeia onde as pessoas sorriem, cumprimentam-se... reconhecem os erros e fundamentalmente as qualidades.

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