terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Mapa recomenda:













Recônditos


Esculturas em pedra
Pedro Fazenda na Galeria Novo Século


19 de Janeiro a
11 de Fevereiro de 2012

Galeria Novo Século
Rua de O Século, 23A  -  1200-433 Lisboa
Telef: 213427712
De terça a sábado, das 14 às 19 horas


Outros trabalhos em:


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Bossa Nova - Duas Guitarras no Alto da Barra




Em 19 de Novembro, André Serpa e João Paulo Oliveira apresentaram versões instrumentais de clássicos da bossa nova e animaram o espaço das Galerias do Alto da Barra. Houve público entusiasta e boa música. Uma experiencia a repetir...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Old Gringo - III ciclo de cinema MAPA




4ª Feira, 5 de Outubro às 21h30 seja bem-vindo a mais uma sessão do III Ciclo de Cinema MAPA




“México – Tão longe de Deus...”



Coordenação de Pier Francesco Zarcone



MAPA Associação Cultural



Rua da Junção do Bem, 64 – Oeiras



Entrada Livre







Old gringo



Película baseada numa novela de Carlos Fuentes, "El gringo viejo" é a reconstrução hipotética do misterioso fim do escritor estadounidense Ambrose Bierce. Imagina-se que ele foi ao México propositadamente procurar uma forma de eutanásia.


E assim acontece, morrendo pela mão dum general de Pancho Villa. Este último é uma figura contraditória que se perde perante a tentação de usar a Revolução para ocupar o espaço que lhe negou o seu nascimento como filho ilegítimo (e não reconhecido) dum rico fazendeiro. Por isto será fuzilado por ordem de Villa, e acabará a sua vida gritando "Viva a Revolução".





Ficha técnica:
Actores: Gregory Peck, Jane Fonda, Jimmy Smits
Realizador: Luís Puenzo




Ano : 1989
Legendado em Português





quarta-feira, 28 de setembro de 2011

2ª Sessão III ciclo de Cinema MAPA

4ª Feira, 28 Setembro às 21h30 seja bem-vindo a mais uma sessão

III Ciclo de Cinema MAPA


“México – Tão longe de Deus...”


Coordenação de Pier Francesco Zarcone


MAPA Associação Cultural


Rua da Junção do Bem, 64 – Oeiras


Entrada Livre



Zapata en Chinameca



A novela “La muerte de Artemio Cruz”, do escritor mexicano Carlos Fuentes, foi a base da ideia desta película.
Do seu leito de morte, um velho e rico ex-revolucionário zapatista lembra os momentos fundamentais da sua vida; uma vida entrelaçada com os ideais de Emiliano Zapata, atraiçoados pela sede de riqueza e poder. Um espelho fiel do México após a derrota da revolução social.


Ficha técnica:
Idioma: castelhano
Actor: António Aguilar
Realizador: António Aguilar


Versão original não-legendada


Ano de Produção :1987



segunda-feira, 19 de setembro de 2011

III Ciclo de Cinema MAPA - "Memórias de um Mexicano"



Quarta-Feira , 21 de Setembro pelas 21h30


III Ciclo de Cinema MAPA


“México – Tão longe de Deus...”


Coordenação de Pier Francesco Zarcone


MAPA Associação Cultural


Rua da Junção do Bem, 64 – Oeiras


Entrada Livre



“Memórias de um Mexicano” (1950)


de Carmen Toscano


(Versão original em castelhano não legendada)



O trabalho técnico de recuperação do material fílmico que constitui esta película demorou muitos anos a realizar-se. Em 1942, Carmen Toscano, escritora e poeta (1910-1988) iniciou a tarefa de catalogar e copiar o valioso trabalho reunido por seu pai Salvador Toscano e concebeu a tarefa de realizar um documentário narrando a vida de uma família mexicana durante a revolução entre 1910-1920. “Memórias de um mexicano” estreou em 1950 e tem sido exibido em Festivais até hoje. O inegável interesse histórico bem como os raros clips originais com a aparição dos verdadeiros protagonistas da altura como Madera, Villa, Huerta e Carranza tornam o seu visionamento absolutamente imperdível...




A Biblioteca













"A Biblioteca" Vieira da Silva 1908, Lisboa/ 1992, Paris

"Procuro pintar algo dos espaços, dos ritmos, dos movimentos das coisas..."

http://www.mulheres-ps20.ipp.pt/VieiradaSilva.htm

sábado, 17 de setembro de 2011




“Quando sinto uma necessidade de religião, saio à noite para pintar as estrelas.”

Vincent Van Gogh

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Há uma inteligência que só a arte nos dá...

"Há uma inteligência que só a arte nos dá e que é fundamental"

Excerto de Entrevista a José Gil

Por Vanessa Rato Jornal "Público", P2, Quarta-feira, 10 de Março de 2010

Lamento que não haja uma comunidade artística em Portugal. Os pintores, os artistas [em geral] isolam-se.

É sempre a história do espaço público. É uma coisa confrangedora como é que em Portugal as pessoas pensam sempre sozinhas. Eu próprio, todos nós a fazer as nossas vidas, as nossas "carreiras". É terrível isso.

Porque acha que acontece?

Não sei. Acontece na comunidade artística, talvez menos em certos sectores.

Talvez aqueles que são obrigados ao colectivo pelas especificidades do seu meio?

Exactamente. Estava pensar, por exemplo, na música...

Diria que tem a ver com a não pertinência da arte para a nossa vida.

"A não pertinência da arte para a nossa vida?"

Não há - mas não é só em Portugal, é talvez na maioria dos países - uma justificação imediata da produção artística na sociedade. Quer dizer que o ter uma cultura artística - e a cultura é diferente da arte - não é [tido como] fundamental. [Mas] é fundamental! Por exemplo, aqueles povos analfabetos, os povos "exóticos" ditos anteriormente "primitivos", têm uma arte e a arte tem uma "função" social imediata. Todos sabem o que é e como se utiliza uma máscara. É fundamental. Os objectos artísticos são fundamentais. Não são utilizados, apreciados e valorizados por uma pequeníssima comunidade ou grupo. Não! É a sociedade inteira. Isso passa e é formador da cabeça, da inteligência do mundo dessas sociedades. Entre nós, aquilo a que se está a assistir é a qualquer coisa que não se deve confundir com isso e que é - para empregar as palavras de um filósofo americano, o [Arthur] Danto - uma banalização, uma espécie de transformação do objecto artístico em objecto cultural, o que é terrível. Os movimentos contrários existem também, mas, na generalidade, o que se está a espalhar pelo mundo é uma espécie de "gadgetização" do objecto artístico. E com isso perde-se imenso.

Perde-se o quê?

Perde-se uma densidade de percepção da obra de arte que é necessária. Quando se expõem e se vendem aquelas [reproduções de] pequeninas esculturas... Nós aprovamos. É a democratização da arte, etc. Agora, garanto que se perde uma densidade e uma riqueza de percepção. Quer dizer: perde-se o silêncio. Nós precisamos de silêncio. E isto não são coisas muito profundas. O que é terrível é que se tenham tornado coisas profundas! São coisas evidentes! Estou-me a lembrar de um amigo etnólogo, francês, a trabalhar parece-me que no Senegal. Acontecia que um dos homens da região onde ele trabalhava no terreno vinha a Paris, batia à porta de casa dele, entrava, sentava-se e parece que ficava cinco horas sem dizer uma palavra. Cinco horas depois, levantava-se e dizia adeus, ia-se embora.

É outra maneira de estar. Tinha feito o que era necessário: retomar a amizade, no silêncio. O silêncio fala - haverá também uma linguagem do silêncio... Portanto, estamos a falar de coisas simples e que, de repente, se tornaram coisas esotéricas.

Ver mais http://sepia.no.sapo.pt/edartetex_11-3-10_J-Gil.html